Sobre

Chamo-me Antonio Vavá Cavalcante. Nasci em 1993, 24 de julho. Afirmo, desde que mantenho coerentes fatos em memória, interesse à aplicação artística em criações diversas, não restritas sob específica estética, sequer gêneros. A expressão que traduz-se por empirismo apto a evocar estranhamento e fascínio, tão ampla quanto procedimentos adotados para tal, é em si, difícil de limitar em particularidades permanentes.

É ainda árduo redigir sobre seu próprio ser, pois o faz o artista, não dizendo-se diretamente, mas empreendendo sua face a cada obra, para que dê-se ante vista destes dispostos ao contemplar; lampejos que personifiquem suas razões, no criar livre, íntimo do que vive-se sem liberdade para tal, na imparcialidade das superfícies estagnadas.

O belo, não sendo propriamente, mas fazendo-se do objeto reposto à técnica na imagem do que o é, permeia o humano em seu impaciente colocar-se espacial e saber-se cronológico; homem impelido a fazer das formas o que quer-se ver; cria obras, aí para que vejam oque uma vez se viu, concebendo-o externo para que outros condenem o que viram, ou tenham nova visão.

É de facilidade, no entanto, tomar os conceitos, como o fiz, pela pessoa a descrever-se, mas há mais fiel procedimento descritivo que enumerar notoriedades conceituais a atribuírem-lhe valores ? O artista é este a negar restrita presença ao limiar das ocupações comuns, é este a nascer e morrer somente em parcialidade, empreendendo feitos que permitam alheios viverem-no, fazendo destes, si próprio.

Não são de meu interesse unicamente paradigmas da expressão, mas também os do entendimento simbólico e da metodologia filosófica, que ainda orgulhosos à razão, cedem aos prantos e risos; estes são em si, não o sentir, mas a verificação do sabido como tal, pelo palpável da obra a evoca-los, quando e onde foi feita.


Antonio Vavá Cavalcante é natural do Brasil e atualmente cursa Licenciatura em Letras pela Unesp.